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Instituto de Pesca avalia bioherbicida natural

Pesquisa analisa a segurança ambiental de bioherbicida microbiano e seus efeitos sobre organismos aquáticos

Instituto de Pesca avalia bioherbicida natural

Instituto de Pesca avalia a segurança ambiental de bioherbicida natural e seus possíveis impactos sobre organismos aquáticos. Foto: Divulgação / Instituto de Pesca

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Foto do autor Redação RuralNews
08/02/2026 |

A busca por alternativas aos defensivos agrícolas sintéticos cresce diante das preocupações com a saúde humana e o meio ambiente. Nesse cenário, os bioherbicidas surgem como opções sustentáveis para o controle de plantas daninhas.

Com esse foco, o Instituto de Pesca (IP-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, conduz uma pesquisa que avalia a segurança ambiental de um bioherbicida microbiano. O estudo investiga possíveis impactos do produto sobre organismos aquáticos.

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A pesquisa integra o mestrado de Maria Rita Conde Simone, aluna do Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Pesca do Instituto. O trabalho ocorre no Laboratório de Virologia, Biotecnologia e Cultivo Celular (LaViBaC), localizado na capital paulista.

O bioherbicida analisado foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Santa Catarina. O produto utiliza o fungo Trichoderma koningiopsis como base biológica. Além disso, o projeto conta com financiamento da Fapesp, enquanto a UFFS atua como instituição parceira.

O principal objetivo do estudo é identificar níveis seguros de uso do bioherbicida para uma futura comercialização. Dessa forma, a pesquisa contribui para práticas agrícolas alinhadas à economia circular e à sustentabilidade.

Avaliação dos impactos ambientais

Embora os herbicidas sejam aplicados diretamente nas lavouras, parte das substâncias pode atingir rios, lagos e outros ambientes aquáticos. Isso ocorre, por exemplo, por meio da chuva, da irrigação ou do escoamento do solo.

Para avaliar esses riscos, a pesquisa utiliza girinos de rã-touro (Lithobates catesbeianus), organismo amplamente empregado em estudos de ecotoxicologia. Essa espécie responde de forma sensível a alterações na qualidade da água, o que facilita a identificação de possíveis efeitos.

Os pesquisadores expõem os girinos a diferentes concentrações do bioherbicida diluído em água. Assim, o estudo simula situações semelhantes às que podem ocorrer no ambiente natural após a aplicação do produto.

Em seguida, a equipe analisa possíveis alterações no metabolismo e na fisiologia dos animais. Entre os procedimentos, estão exames do fígado, órgão essencial na metabolização de substâncias, além de análises sanguíneas para verificar danos ao material genético.

Além disso, os pesquisadores observam indicadores fisiológicos que ajudam a identificar sinais de estresse ou desequilíbrio no organismo. Embora o estudo ainda esteja em andamento, os resultados já contribuem para avaliar a segurança ambiental do bioherbicida.

Formação acadêmica e pesquisa científica

Segundo a mestranda Maria Rita Conde Simone, a vivência acadêmica no Instituto de Pesca tem sido fundamental para sua formação. Ela destaca o aprendizado contínuo, a troca com pesquisadores e o apoio recebido ao longo do projeto.

De acordo com a orientadora da pesquisa, Cláudia Maris, o estudo representa uma contribuição direta para o desenvolvimento de bioinsumos microbianos seguros. Além disso, a pesquisadora ressalta que esse tipo de iniciativa segue as recomendações da Toxicologia do Século XXI e fortalece o caminho para uma agricultura mais limpa.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Instituto de Pesca # Bioherbicida
# Pesquisa # Segurança ambiental # Bioherbicida microbiano # Organismos aquáticos
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